O Vinho Não é Mais o Mesmo


O vinho é uma bebida milenar, porém nos últimos anos o seu processo de produção mudou buscando uma maior produtividade.

Hoje mais de 70 aditivos químicos são aprovados na produção de vinhos pelo mundo afora, sendo a maioria não alertada em seus rótulos. Muitos desses aditivos não são tolerados por algumas pessoas. Se você já experimentou dores de cabeça, sintomas de asma, ou até mesmo diarreia após consumir uma ou duas taças de vinho, pode ser ocasionado por algo adicionado no vinho do que pelo próprio vinho.

Aqui está a lista de alguns aditivos potencialmente questionáveis e danosos:

Chips de carvalho e serragem.:  São usados para dar um sabor amadeirado no vinho, em vez de deixa-lo realmente amadurecer em um barril de carvalho.

Agentes de refinação.: Para remover algumas substâncias no vinhos antes de engarrafar, uma variedade dessas substâncias pode ser utilizada. Alguns a base de animais como clara de ovos, bexiga de peixe, e caseína. Bentonita – um tipo de argila impura – é a substância não animal mais comum utilizada.

Mega Roxo:  o vinho natural não necessita realmente pintar sues dentes, gengivas e roupas de roxo. O mega roxo é um tipo de aditivo superconcentrado para suco de uva. Milhões de litros dessa substância são adicionados no vinho por ano. O mega roxo, juntamente com outros corantes, ultra vermelhos, são utilizados para dar uma cor mais consistente.

Dióxido de enxofre ou sulfitos.: Geralmente são adicionados como um estabilizante e conservante. Devido a uma pequena população ser alérgicas a sulfitos, rótulos geralmente avisam caso haja mais de 10 partes por milhão (ppm) na bebida. Além de reações alérgicas, sulfitos possuem ligação com indução de asma, dermatite, dor abdominal, diarreia, e hipotensão.

Histaminas.: São encontrados naturalmente em alimentos fermentados como vinhos, queijos,  e outros como frutos do mar, carnes processadas e ovos. Histaminas são produzidas pelas células de defesa (imunidade) e são responsáveis pelo edema e vermelhidão quando por exemplo levamos uma picada de abelha. Porém, algumas pessoas produzem muita histamina, e não capaz de eliminá-la com eficiência. Uma alta carga de histamina resulta em dores de cabeça, diarreia, coceira na pele, e falta de ar.

A quantidade de histamina que encontramos nos vinhos varia, dependendo da sua forma de produção. Vinhos orgânicos tendem a possuírem menor quantidade de histamina.

Leveduras comerciais.:  para acelerar o processo de produção de vinho produtores utilizam leveduras comercias, ao invés de deixar naturalmente fermentar com as próprias leveduras da casca da uva.  Várias dessas levedura são geneticamente modificadas, e produzem mais histaminas do que outras.

Açúcar: produtores colocam açúcar no vinho para aumentar sua concentração de álcool. Porém, açúcares residuais podem ser mascarados pelos taninos a acidez, e assim não se consegue dizer a quantidade de açúcares daquele vinho pelo paladar. Isso é realmente prejudicial para pessoas que necessitam de um controle maior de açúcares e carboidratos.

Pesticidas / herbicidas / fungicidas: uma grande parte de produtores utilizam agrotóxicos em suas produções. Alguns desses são causas de câncer, e além de serem disruptores da função hormonal. Vinhos orgânicos são menos expostos a esses produtos.

Arsênico: aparentemente não é somente o arroz que contém taxas inaceitáveis de arsênico.  É bom ficar atento especialmente com vinhos bem baratos e aparentemente de má qualidade.

Ftalatos.:  ftalatos são disruptores endócrinos ligados ao câncer assim como infertilidade. São bem comuns em cosméticos e plásticos. Já encontrado esse tipo de substância em vinhos.

Micotoxinas: as micotoxinas são substâncias tóxicas produzidas por fungos, e são ligadas como diabetes, obesidade e doenças renais.  Infelizmente, micotoxinas são comuns em vinhos e outras comidas processadas como os grãos.

O vinho tem sim suas boas qualidades – por exemplo, os  polifenóis- não há como negar.  Mas nos dias atuais, ele também possui o seu “lado negro da força” com a presença desses diversos aditivos.

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