Enxaqueca: Dicas para Combatê-la.


Você já teve enxaqueca?

 

Se sim, você não está sozinho. Uma em cada sete pessoas sofre de enxaqueca, tornando a enxaqueca o terceiro diagnóstico mais comum no mundo. Quase 25% das mulheres jovens relatam a ocorrência de pelo menos uma enxaqueca nos últimos 3 meses.

 

Qualquer pessoa que tenha uma enxaqueca sabe como elas são debilitantes. Essas dores de cabeça podem acarretar dor latejante, sensibilidade à luz e ao som, e incapacidade de pensar com clareza. Uma enxaqueca intensa pode atrapalhar seu trabalho e sua vida social, fazendo com que até mesmo as interações mais amigáveis ​​sejam insuportáveis. Como tal, as cefaleias graves são a quarta maior razão para as visitas ao pronto-socorro. E, assustadoramente, um estudo de 2010 mostrou que 35% das pessoas que sofrem de enxaqueca e que foram ao pronto-socorro receberam opioides potencialmente viciantes.

 

Como mente, corpo e espírito coexistem com a saúde e a doença, não é surpresa que aqueles que sofrem de enxaqueca tenham mais probabilidade de serem diagnosticados com depressão. Além disso, os portadores de enxaqueca têm maiores taxas de diabetes, infarto do miocárdio e até mesmo acidente vascular cerebral.

O que causa enxaqueca?

 

As causas da enxaqueca permanecem indefinidas, mas muitas vezes são atribuídas a falhas genéticas. A lista de gatilhos de enxaqueca incluem estresse, aditivos alimentares como Glutamato monossódico (comum em temperos prontos e diversos alimentos industrializados), mudanças climáticas, cafeína e período menstrual. De fato, as dietas de eliminação, nas quais as pessoas evitam os alimentos que desencadeiam a dor de cabeça como glúten, laticínios e açúcar, podem ser tratamentos eficazes para enxaquecas.

 

Em um estudo, 87% dos pacientes com enxaqueca ficaram sem dor de cabeça após uma dieta de eliminação de 5 dias, removendo contraceptivos orais, trigo, chá, café, chocolate, leite e milho. Estudos também mostraram que adoçantes artificiais, como aspartame e sucralose, provocam enxaquecas.

 

Da mesma forma, deficiências nutricionais e altos níveis de metais pesados estão ligados a enxaquecas. Notavelmente, as pessoas com deficiência de magnésio e vitamina D são mais propensas a sofrer de enxaqueca.

 

Existe alguma coisa que você pode fazer para prevenir ou tratar enxaquecas? 

 

As enxaquecas são mais comumente tratadas com remédios. Normalmente, pessoas que sofrem de enxaqueca tomam analgésicos, incluindo medicamentos sem receita, tylenol e ibuprofeno. Triptanos, que estão disponíveis como comprimidos, adesivos, sprays ou injeções, são outra estratégia de intervenção popular. Os triptanos ligam-se ao receptor da serotonina para restringir os vasos sanguíneos em seu cérebro?. Algumas das drogas de enxaqueca mais extremas incluem opioides como codeína, esteroides como prednisona, anticonvulsivantes, antidepressivos e beta-bloqueadores. Todas esses medicamentos vêm com um formidável portfólio de efeitos colaterais, variando de vício para – paradoxalmente – enxaquecas.

 

Pesquisas mostram que mudanças no estilo de vida podem aliviar as enxaquecas. Especificamente, as pessoas que removem os desencadeadores de dor de cabeça como glúten e laticínios, desintoxicam metais pesados, incorporam práticas de atenção plena e acrescentam suplementos específicos, podem ser libertadas da enxaqueca. Vários estudos mostram que a suplementação com magnésio diminui a frequência e a gravidade da enxaqueca, ainda melhor do que os alguns anti-inflamatórios. Da mesma forma, pesquisas mostram que ao tratamento de deficiências de vitamina B pode agir contra a enxaqueca. Práticas alimentares e de estilo de vida como essas são a base do tratamento holístico.  As intervenções no estilo de vida – em diversos casos – são os melhores tratamentos.


Leia também sobre 5 alimentos que podem gerar depressão


 

REFERÊNCIAS:

  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2560071
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25600719
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/87628
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/18627677
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16942478
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12650798
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27714637
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19515125
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25041058
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12786918
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12786918
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28286809
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12934790
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/9484373
  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19384265

Comentários

comentarios