Coração, Ritmo Cardíaco, Emoções Positivas e o Impacto na Sua Saúde


 Na escola  para a maioria de nós foi ensinado que o coração está constantemente respondendo às “ordens” enviadas pelo cérebro na forma de sinais neurais. No entanto, não é tão de conhecimento que o coração  envia mais sinais para o cérebro do que o cérebro envia para o coração! Além disso, esses sinais cardíacos têm um efeito significativo sobre a função cerebral – influenciando o processamento emocional, bem como maiores faculdades cognitivas, como atenção, percepção, memória e resolução de problemas. Em outras palavras, não só o coração responde ao cérebro, mas o cérebro responde continuamente ao coração.

O efeito da atividade do coração sobre a função cerebral tem sido pesquisado extensivamente ao longo dos últimos 40 anos. No novo campo da neurocardiologia, por exemplo, cientistas descobriram que o coração possui seu próprio sistema nervoso intrínseco – uma rede de nervos tão funcionalmente sofisticados que ganham a descrição de um “cérebro cardíaco”. Contendo mais de 40.000 neurônios, esse “pequeno” cérebro “dá ao coração a capacidade de sentir de forma independente, processar informações, tomar decisões e até mesmo demonstrar um tipo de aprendizagem e memória. Em essência, parece que o coração é na real um sistema inteligente. Pesquisas também revelaram que o coração é uma glândula hormonal, fabricando e secretando inúmeros hormônios e neurotransmissores que afetam profundamente a função do cérebro e do corpo. Entre os hormônios que o coração produz há a oxitocina – bem conhecida como o  “hormônio do amor” ou “hormônio de ligação”.

Diferentes padrões de atividade cardíaca (que acompanham diferentes estados emocionais) têm efeitos distintos sobre a função cognitiva e emocional. Durante o estresse e as emoções negativas, quando o padrão do ritmo cardíaco é errático e desordenado, o padrão correspondente de sinais neurais que viajam do coração para o cérebro inibe funções cognitivas superiores. Isso limita nossa capacidade de pensar com clareza, lembrar, aprender, raciocinar e tomar decisões eficazes. (Isso ajuda a explicar o porquê de muitas vezes agimos impulsivamente e imprudentemente quando estamos sob estresse.) Os sinais do coração para o cérebro durante períodos estressantes ou emoções negativas também tem um efeito profundo nos processos emocionais do cérebro – na verdade, reforçando ainda mais a experiência emocional de estresse.

Em contraste, o padrão mais ordenado e estável dos sinais do coração para o cérebro durante estados emocionais positivos tem o efeito oposto – facilita a função cognitiva e reforça sentimentos positivos e estabilidade emocional. Isso significa que aprender a gerar maior estabilidade do ritmo cardíaco ao ter mais emoções positivas no dia a dia, não só beneficia todo o corpo, mas também afeta profundamente como percebemos, pensamos, sentimos, vivemos e em nossa qualidade de vida.

Muitos pensam que o coração em repouso batem em um ritmo regular e constante. Cientistas e muitos médicos já sabem, no entanto, que isso está longe de ser a verdade. Em vez de ser monotonamente regular, o ritmo de um coração saudável – mesmo sob condições de repouso – é surpreendentemente irregular, com o intervalo de tempo entre batidas cardíacas consecutivas em constante mudança. Esta variação de batimento a batimento que ocorre naturalmente na frequência cardíaca é denominada variabilidade da frequência cardíaca (VFC).

Cientistas e médicos consideram a VFC como um importante indicador de saúde e aptidão física. Assim como um marcador de resiliência fisiológica e flexibilidade comportamental, e ainda reflete nossa capacidade de se adaptar efetivamente ao estresse e às demandas ambientais.

A VFC é também um marcador do envelhecimento biológico. Nossa variabilidade da freqüência cardíaca é maior quando somos jovens, e à medida que envelhecemos a faixa de variação em nossa frequência cardíaca em repouso torna-se menor.

Muitos fatores afetam a nossa VFC. Estes incluem:

  • Padrão da respiração
  • Exercício Físico
  • Nossos pensamentos e emoções – se positivos ou negativos-.

Então como ter uma melhor VFC, seria:

  • Respirar melhor, ou seja, com maior profundidade, menor frequência e num ritmo regular (ex.: 5 segundos para inspirar e 5 segundos para expirar por alguns minutos). Isso também nos ajuda a ter mais atenção  no momento presente. Saiba como respirar melhor aqui;
  • Realizar exercícios físicos com regularidade;
  • E o que considero mais importante. Praticar rotineiramente pensamentos e emoções positivas como apreciação, compaixão, alegria, cuidado, harmonia, doação e amor.

Aqui em nosso espaço – INGOH, andar Saúde Funcional e Integrativa – temos ferramentas que podem lhe ajudar a melhorar a sua VFC e consequentemente os seus níveis de estresse:

  • Consulta médica com qualidade e com foco na pessoa como um todo;
  • HeartMath;
  • REAC;
  • Meditação;
  • BodyTalk

 

Comentários

comentarios